MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01C796F8.9DF98620" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Microsoft Internet Explorer. ------=_NextPart_01C796F8.9DF98620 Content-Location: file:///C:/08823E01/inteligenciaealma.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii"
INTELIGÊNCIA E =
ALMA,
A BASE PARA
AS MUDANÇAS SUSTENTÁV=
EIS
Assim a vida
caminhará dentro das organizações
Por Renilda Ouro
Publicado na Revista
Segmento Empresarial em junho de 2006.
“Hoje
saí de todos os embaraços; ou melhor, expulsei todos os
embaraços; pois não se achavam fora de mim, mas cá den=
tro,
nas minhas opiniões”
Marco
Aurélio, Imperador de Roma (121-180 dC).
=
Marco
Aurélio foi considerado um filósofo. Filosofia é uma
palavra derivada do grego -
φιλοσοφία – e significa
"amor pela sabedoria" (filos / sophos). Como
“filósofo” pode-se traduzir "amigo da sabedoria&quo=
t;[1]. O filósofo é concebi=
do
como aquele que busca o conhecimento puro e não se deixa corromper p=
or
sistemas pré-estabelecidos. A primeira atitude do filósofo
é admirar-se, diz Platão. A partir da admiração
faz-se a reflexão crítica, o que marca a filosofia como busca=
da
verdade. Filosofar é dar sentido à experiência. Hoje
ouve-se algo como: filosofar é organizar a loucura, e para a filosof=
ia,
toda loucura é legal. Que assim seja!
O mundo da gestão vive uma grande riquez=
a de
possibilidades, seja pela diversidade cultural hoje presente, pelos desafio=
s de
tanta vida acontecendo num mesmo espaço e tempo, pela capacidade de
agrupar a criatividade humana para decifrar os segredos da ciência, a
potencialidade das transformações da matéria e da
não-matéria, os dogmas da natureza divina, os subterrân=
eos
da natureza humana.
No século XXI
não é novidade a convivência com micro-hardwares,
quiçá méson-hardwares e softwares facilitadores da vid=
a,
que instigam a curiosidade ao ponto de gerar a pergunta feita por uma
criança aos seus pais: “_ Mãe, eu fui baixado da Int=
ernet?”
.
Vivemos num contexto =
de e-planet,
num mundo self-service onde não parece tão inusitado n=
os
imaginarmos entrando num restaurante através de uma porta-scanner, e=
ao
cruzá-la, ser-nos disponibilizado um cardápio sugestivo com b=
ase
na leitura vitamínica e mineral feita, naquele momento, do nosso
organismo: a dieta do dia, ao molho cibernético.
No mundo das
organizações não há quem não fique atord=
oado
com a avalanche de possibilidades, de informações e de tarefa=
s a
serem cumpridas, agendadas cada vez mais sem que o homem tenha feito a
mágica de também esticar o tempo. Pelo contrário, a
impressão é a de que no mundo da velocidade, o tempo &eacu=
te;
cada vez menor. Adentramo=
s a
era dos chips com resquícios do mundo mecânico, sem resolver
questões herdadas e criando outras que se acumulam, pois, apesar do
progresso obtido, suas conseqüências não podem ser
“louvadas”, e suas seqüelas exigem o repensar da atividade
humana, na busca de maior inserção, de uma sociedade mais
digna para todos. Afinal, =
quem
terá direito a um cardápio cibernético? =
&nb=
sp; =
&nb=
sp; =
&nb=
sp; =
&nb=
sp;
Hoje já n&atil=
de;o
há limitação para o uso de ferramentas que facilitem a
gestão e aprimorem os processos. Excluindo-se soluções=
relativas
à aplicação de algo como biosfera sintética, ai=
nda
longe das possibilidades tecnológicas do momento, faz-se e pode-se t=
udo:
do mundo dos chips à era dos clones, em nome da melhor qualid=
ade
de vida no planeta.
E qual o atual papel =
das
organizações? Talvez seja contribuir como parte de um todo que
apresenta diversidade, demanda o cultivo de relações e
aceitação de diferenças, motivando para a
convergência de missões pessoais, empresariais e comunit&aacut=
e;rias,
sempre na busca do desenvolvimento do país e da humanidade como um t=
odo.
Valorizar metas de longo prazo torna-se fundamental e com certeza
significará a motivação de dirigentes: deixar sua marc=
a no
futuro, um legado de valor em termos de melhoria da vida no planeta. No
mundo self-service, tudo passa a ser uma questão de escolha.
Fazer acontecer as
mudanças que são necessárias é ainda o grande
desafio; elas ainda nos assustam. Aplicar o conhecimento disponível =
em
todas as ciências, exatas, humanas e sociais, passar do discurso para=
a
prática, aproveitando todo o potencial hoje existente, confrontar com
severidade o desafio do crescimento da qualidade de vida de todos, e agir: estas são as metas,=
ou
deveriam ser. Afinal, quanto
do conhecimento
disponível em todas essas ciências estamos efetivamente usando
para isso?
Na base de tudo,
construindo a plataforma que poderá encontrar soluções
coletivas, ampliando discussões, ações e resultados,
não só nos limites de sua atuação, mas para
além de suas fronteiras, está cada um dos homens. Suas escolh=
as,
farão a grande diferença no futuro.
Que as mudanças
sejam inevitáveis, e que possam ser feitas delicadamente, quando cada
indivíduo levar consigo ao desafio, o gigante que reside dentro de
si.
[1] Fruto do hábito e da vontade, a
amizade, segundo Aristóteles - que a eleva à categoria de vir=
tude
-- é uma disposição permanente que decorre de uma esco=
lha
livre e recíproca. Além disso, o outro é amado por ele
próprio e não por um cálculo mais ou menos egoí=
sta:
Aristóteles desqualifica as amizades estabelecidas com base na utili=
dade
ou simples prazer. H. Arendt afirma, com os Gregos da Antiguidade, que a
amizade entre cidadãos é a condição do bem-esta=
r na
cidade: o mundo comum deve tornar-se objeto de diálogo, sem o que se
torna inumano. Graças ao «falar-em-conjunto», observa el=
a,
humanizamos o mundo e aprendemos a ser humanos.