MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01C796F8.248D6310" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Microsoft Internet Explorer. ------=_NextPart_01C796F8.248D6310 Content-Location: file:///C:/2CCCA193/custosinvisiveis.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii" CUSTOS INVISÍVEIS: OS FANTASMAS QUE HABITAM

 

 

CUSTOS INVISÍVEIS: O TERROR QUE ASSOMBRA AS ORGANIZAÇÕES

        =             &nb= sp;            =             &nb= sp;            =              por Renilda Ouro

Publicado na revista da Focus Business Consulting

&nb= sp;

Era meia-noite. No decorrer de mais um= dia de trabalho, novamente as metas não tinham sido atingidas, os client= es continuavam insatisfeitos, os resultados declinavam, e mais um dia se acumu= lava àqueles que teriam a mesma insana resposta se fosse feita a pergunta “o que fizemos de produtivo”: nada! Era meia-noite, e eu me perguntava: onde estão as respostas?

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Custos invisíveis são elementos que se caracteri= zam por não apresentarem aspectos evidentes, embora estejam presentes no decorrer de todos os processos da organização. Dentre eles se encontram aspectos relacionados à gestão, que bloqueiam a realização dos resultados empresariais no seu nível potencial, ou seja, ao invés de agregar valor, eles “roubam= 221; possibilidades. Sua análise e o seu tratamento, no nível de adequação indicado, podem otimizar a performance empresarial, incluindo-se também aí a indicação de mudanças que se façam necessárias.

 

A análise dos custos invisíveis, leva a organização a detectar que fatos impedem a realização de metas nos níveis esperados, se= ja no que se refere a números (faturamento, lucratividade, prazos, etc.= ), seja no que se refere à qualidade (pouca troca de informações, indicadores inadequados, liderança ausent= e, superposição de atividades, ausência de redes de relacionamento internas, baixo nível de inteligência de negócios, etc.). A depender da metodologia a ser utilizada, essa análise pode abranger aspectos de estratégia, gestão de negócios, estrutura, tomada de decisões, gestão de pessoas, liderança, comunicação, qualidade, relacionam= ento humano, visão do cliente e imagem da empresa, nos seus níveis mais tangíveis e nos sutis. Ou seja, o alvo é a melhoria da performance, em todos os aspectos, da empresa.

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CUIDADO, MUITOS FATORES NÃO APARECEM EXPLICITAMENTE NUMA AVALIAÇ&Atild= e;O.

 

Os custos invisíveis, grandes vilões bloqueadores dos resultados potenciais dos projetos, aparecem= sob a forma de desperdício de recursos (físicos, humanos e financeiros), informação incorreta, relações conflituosas, boatos e fofocas, baixo grau de conhecimento da estratégia, gestão desalinhada, estrutura não adequada, comunicação ineficaz, estratégias mal definidas, retrabalho, desmotivação, boatos, indefinições = de papéis, tecnologia obsoleta, ativos ociosos, pouco aproveitamento de talentos, mal entendidos, boicotes, resistências ao novo, desgastes interpessoais, etc... A figura que se pode fazer é similar a das cas= as mal assombradas, sobre as quais se conta que fatos acontecem e não s= e sabe como, tudo reside no mundo dos mistérios, do fantástico, sem = que se consiga enxergar os fantasmas, mas somente o resultado das suas ações. Desenvolver projetos e atividades do dia-a-dia em organizações com  “altos custos invisíveis”, não é lá muito recomendável, pois eles podem traduzir as expectativ= as de ganhos em quase nada, e pior, sem que isso seja deliberado,  sem que exista consciência da= queles que colaboram com o seu trabalho, sobre isso. Assim dinheiro, energia, esforços escorrem pelo ralo...=

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Adote o conceito de caça-fantasmas na sua organização! =

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NEM A MAIS AVANÇADA TECNOLOGIA PROTEGE DAS ARMADILHAS DOS CUSTOS INVIS&I= acute;VEIS

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Alguns exemplos colocados a seguir d&a= tilde;o a dimensão do que pode ser detectado como “custo invisível”, dando uma idéia do vácuo ainda hoje existente, coisa que a tecnologia, por mais avançada que seja, embor= a a si atribuída a capacidade de dar conta das soluções de gestão, não conseguirá resolver. Um breve passeio pelos corredores de algumas empresas e nos deparamos com algo como:

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Ø      J= á existe uma familiarização com a cultura de aceitação do erro, de sua repetição e do pouco questionamento sobre possibilidades de “fazer certo de primeira”= ;.

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Ø      A organização vive prisioneira da crença de que deve trabalhar como sempre fez, sem questionar se existem melhores maneiras de fazê-lo.

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Ø      N= ão se investe na busca das causas do desalinhamento interno; elas não são conhecidas e assim se eternizam.

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Ø      Os clientes são ditos como “em primeiro lugar”, mas essa referência não está totalmente impregnada na cultura da empresa; na verdade, ele “deve” se adaptar. <= /p>

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Ø      C= ertos tópicos nunca são discutidos. Alguns aspectos do dia a dia da empresa tornam-se tabus e os colaboradores são dissuadidos de fazer perguntas sobre como as coisas funcionam. Por vezes eles ficam sem essa compreensão, e são levados a não contribuírem.<= o:p>

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Ø      <= span style=3D'mso-spacerun:yes'> As pessoas que ousam falar sobre as coisas, do modo como as vêem, são discriminadas. A empresa geralmente não quer ser confrontada nas suas crenças arraigad= as.

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Ø      <= span style=3D'mso-spacerun:yes'> Os verdadeiros problemas continuam,= sem serem discutidos, postos sobre a mesa e sem serem resolvidos; os diálogos que são essenciais nunca ocorrem e grupos internos c= oncorrentes ficam evidentes: grande parte da organização ignora a existência disso e seus malefícios para os resultados.

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Ø      <= span style=3D'mso-spacerun:yes'> O planejamento é reativo; mu= itas vezes abre-se mão de ousar adotar o “novo”  em favor de concessões, inc= lusive em função da luta de poder entre áreas que valorizam “sua parte”, ao invés do todo. Sair do “scriptR= 21; significa quebrar as regras que “parecem dar certo”.

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Ø      <= span style=3D'mso-spacerun:yes'> Os rituais sociais servem mais para separar do que para unir pessoas. Assim são os atos de convites para= convivência social, como almoços (quem convido para o almoço?), comemorações, organização de festinhas, etc.

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Ø      N= ão se dá grande valor à “arte de chegar ao consenso”= . Os líderes brigam pelo poder de seu território e gastam tempo e energia no seu engrandecimento pessoal e demonstração de stat= us e poder; a arrogância sutil predomina.  

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Ø      Os fornecedores fazem parte do escopo do que é necessário &agrav= e; empresa, mas muitas vezes são tratados com descaso, comprometendo as possibilidades de relacionamentos verdadeiros.

 

Ø      <= span style=3D'mso-spacerun:yes'> A cooperação é= mais valorizada nos limites de cada unidade organizacional, não se expand= indo para toda a rede de atividades da empresa; por vezes existem até inimigos internos que lutam entre si, em detrimento dos propósitos empresariais.

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&Osla= sh;      As organizações criam hipóteses sobre si mesmas, sobre seus clientes e concorrentes, tomam decisões e agem sobre essas hipóteses, não atentando p= ara o fato de que hipótese não é realidade.

 

Ø      As informações são um bem cuidadosamente guardado e seu f= luxo é bloqueado por regras e procedimentos burocráticos; muitas v= ezes são usadas como estratégia de poder.

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Ø      A inovação é um processo não valorizado em todos = os níveis da empresa, causando estagnação desnecessária e bloqueando ganhos em potencial.

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E não se esgota aí. &Agr= ave; medida que avançamos nas diversas perspectivas da organização, depois que apuramos nossa visão e nos sensibilizamos para perceber a presença dos fantasmas em ação, podemos verificar a incidência com que esses cust= os tomam forma e se agregam aos processos, ao mesmo tempo em que nos capacitam= os, cada vez mais, para eliminá-los. E seguindo na direção= da perspectiva “clientes”, vejamos o que encontramos: 

 

 

CUIDADO, FANTASMAS PODEM VIOLAR OS LIMITES DA SUA EMPRESA E APAVORAR SEUS CLIENTES!<= o:p>

 

Depois de percorrer os corredores inte= rnos, é chegada a hora de romper o estigma criado com relação aos clientes. Todo o movimento interno da organização tem como finalidade atender o cliente e consequentemente atingir os resultados de negócio da empresa. Se esse movimento não se dá com excelência, o resultado junto ao cliente também deixa a deseja= r. Por exemplo: Se uma organização experimentar responder a uma série de perguntas relacionadas à sua atuação j= unto aos clientes, em todas as áreas da empresa ou em algumas delas, e compará-las, terá uma enorme surpresa: estará perto de descobrir que não há conhecimento consolidado sobre o cliente= , e que todas as atividades relacionadas a eles se dá no nível das diversas “percepções= 221; existentes, por parte dos colaboradores da organização.

 

Perguntas como as relacionadas a segui= r, parte do mapeamento que pode elucidar custos invisíveis, podem ajuda= r a refletir sobre em que medida a empresa está voltada essencialmente p= ara o cliente, e auxiliá-la a obter melhor performance nesse quesito. &E= acute; novamente o caça-fantasmas em ação. Avalie as questõ= es pelo seu nível de convergência ou divergência entre as áreas. Crie em cima dessas questões, esse é somente um pequeno teste de aquecimento...

 

1.      = No seu entendimento, como o cliente define qualidade? E satisfação?

2.      = Segundo seu ponto de vista, o que o cliente verdadeiramente espera da sua empresa?

3.      = Todos os colaboradores sabem o quanto vale o seu trabalho para o cliente?

4.      = Discute-se internamente o grau de satisfação, retenção e fidelizaçã= o do cliente?

5.      = Quais são as reclamações mais comuns do cliente com relação à empresa?

6.      = Em que medida elas se repetem? Por que= se repetem?

7.      = As análises de processos intern= os sempre consideram o impacto nos clientes?

8.      = Qual o índice de recuperação de clientes perdidos?

 

 Essas questões explicitam al= guns paradoxos das organizações. A idéia de que uma das premissas para atuação de qualquer área dentro da organização é buscar ou manter o nível de excelência junto aos clientes, nunca pode ser perdida, ou deixada em segundo plano, pois é somente daí que vêm os ganhos de rentabilidade, de ampliação do market share, dentre outros. E vale a pena reforçar a seguinte questão: o quanto do conhecimento já existente sobre gestão a sua empresa faz uso?=   

 

Não é difícil de = se concluir sobre a necessidade de mudanças bem conduzidas, de forma a = que se possa utilizar todo o conhecimento já existente sobre gestã= ;o, considerando que a tecnologia não é uma panacéia, e que existe uma maneira própria sobre como a organização se comporta. Esse conhecimento é que é a base para a apuração de todas as disfunções não perceptíveis “a olho nu”, que com certeza, se combatidas= , colocarão a empresa no caminho da excelência sustentável: credenciamento= em liderança eficaz, levando as equipes a caçarem os fantasmas q= ue ainda se atrevem a por ali rondar!

 

(*) Texto baseado no livro Soluçõ= es Genéricas para Projetos, que suporta o “Jogo Mapeamento dos Cu= stos Invisíveis”.

 

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