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BIOCOMPUTADORES
HUMANOS:
A
TECNOLOGIA QUE CONDICIONA
A QUALIDADE DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES
Por Renilda Ouro
Publicado no Knowledge Management - KMpress
Cada vez mais está evidente a importância dos relacionamentos para o alcance dos resultados empresa= riais. Qualidade de vida, disposição para lidar com mudanças, motivação para aceitar diferenças, capacidade de manutenção de visões positivas apesar do caos...Tudo i= sso tem estado inserido no discurso das organizações e passa a ter significado à medida em que a sua ausência implica em comprometimento dos resultados financeiros das corporações. <= o:p>
Como lidar com estas questõe=
s?
Como garantir um ambiente favorável às realizaçõ=
;es
empresariais se lidar com gente significa lidar com o desconhecido, pois
não se tem acesso às =
“programações”
de cada um? Vamos abordar alguns dos aspectos que influenciam o “esta=
do
de ser” dos indivíduos na busca de propósitos comuns e
deixar aqui uma questão: será que as suposições=
que
aqui fazemos podem ter influência no desempenho das
organizações? =
span>
Alguns
estudiosos do comportamento humano dizem&n=
bsp;
que “não somos quem somos”; somos sim uma
ilusão do que achamos que somos, simplesmente porque não aprendemos a escolher. =
Como um
biocomputador programado por pai, mãe, avós e outros, guardam=
os
em nós todas as mensagens que nos foram passadas na tenra
infância: menino não c=
hora,
não leva desaforo p’ra casa; menina tem que ser vaidosa,
não brinca de carrinho..... Carros e choros no entanto fazem par=
te
da realidade de meninos e meninas adultos. Porém, aquela verdade da
infância continua a se impor: meninos adultos têm vergonha de
chorar; no fundo admitem, na maioria, ser uma fraqueza; meninas adultas
não querem lidar com os desafios daquilo que se refere aos carros, c=
omo
oficinas mecânicas; delegam a troca de pneus; na sua maioria continuam
sem brincar de carrinho, apesar da sua utilidade na vida de hoje.
Mas isso=
ainda
não é nada. Quando criança ouvimos repetidamente algum=
as
afirmações que depois (vale refletir sobre isso), repetimos p=
ara
nossos filhos, até o tempo em que, se tivermos sorte, descobrimos que
cada um de nós pode despertar para abandonar essas velhas
programações do nosso biocomputador
pai/mãe/avós e reprogramá-lo à medida da no=
ssa
necessidade; e a nossa necessidade é sempre aquilo que sabemos
estará nos levando à felicidade: paz, harmonia com o mundo, a=
mor,
saúde, alegria, desapego, desprendimento do que nos escraviza, do que
nos faz sentir prejudicados, aborrecidos, vítimas de outros. N&oacut=
e;s
todos, uns mais outros menos, nos sentimos durante algum, ou muito tempo,
assim. E ouvi dizer que vários motivos concorrem para isso:
1)&n=
bsp;
Delegamo=
s a
responsabilidade, definida aqui como “a resposta com habilidade aquilo
que se nos apresenta”, e o controle de nossa vida e nosso humor a
qualquer outro ser ou situação com quem nos deparamos: do
desconhecido motorista de ônibus que sem intenção coloca
seu veículo contra o nosso, ou uma palavra mal dita por algum amigo,=
ou
não amigo, até a intempérie, que nos impede de jogar o
futebol no dia e hora em que planejamos.
Tudo e t=
odos,
exceto nós, são capazes de definir o nosso estado de sentir, a
nossa maneira de ser. Todos são capazes de nos levar da alegria ao baixo astral, da harmonia à
completa desarmonia. Não sabemos aceitar a vida como ela é, c=
om
todas as suas nuances!
Perdemos=
um
tempo precioso, perdemos o que é importante e relevante na vida: o e=
ssencial
fica em segundo plano, subordinado a mesquinharias, a qualquer um ou qualqu=
er
situação não planejada que possa vir a acontecer! E com
isso jogamos fora as possibilidades de escolhas que nos foram dadas,
condição única dos seres humanos, ficando sujeitos ao =
que
der e vier, abandonando a dádiva que foi dada a cada um de nó=
s!
Novamente
estudiosos do comportamento dizem que “é preciso abandonar a
memória genética da época em que o homem ou lutava ou
fugia, p’ra se defender do mundo hostil”; e lá se v&atil=
de;o
milhares de anos da fase em que enfrentávamos os dinossauros predado=
res.
Dizem que muitas das nossas reações também vêm d=
esse
programa genético, e o fato de tomarmos consciência sobre as
possibilidades de não precisarmos reagir de uma ou de outra maneira,
muda significativamente a nossa postura diante dos fatos, diante da vida. Os cães até hoje ras=
pam o
chão de apartamentos, sem haver terra por perto, sem alimento p’ra esconder, sem predadore=
s, por
simples instinto: memória genética?!
2)&n=
bsp;
3)&n=
bsp;
UMA PEQUENA VIAGEM AO MUNDO QUE GEROU AS
EXIGÊNCIAS DO CONTROLE,
DA SEGURANÇA, DAS SENSAÇÕ=
ES.
Podemos
observar famílias completas ou incompletas (como ortodoxamente
definidas) que cuidam de seus bebês, de seus pequenos pedaços =
de
gente que crescem, que são educados dentro do propósito de
estarem prontos para a vida. É comum as crianças em tenra ida=
de,
por estabanadas que são, acidentarem-se, por exemplo, na quina de uma
mesa. Machucam-se, choram, e é também comum que a primeira
alternativa da mãe, ou pai, para evitar que essa criança chore
é, em altos brados, dizer: &=
#8220;mesa
feia, porque você fez isso com o meu bebê tão lindo! Por
isso você vai apanhar” E a mãe agride a mesa com
pancadas até a criança perceber, parar de chorar e sorrir. E =
esse
é um dos piores contos reais=
que se pode viver na vida. &nbs=
p;
Um simpl=
es
objeto inanimado, como uma mesa=
, tem
o poder de maltratar e causar dor a uma criança, em franco processo =
de
programação (ou se diria educação?!?). Que
programas se instalam nesse futuro adulto, gente feito de gente, como cada =
um
de nós? Dentre os vários, o
de que essa criança já é vítima do mundo; ela não é responsá=
;vel
por prestar atenção no que faz nem por onde anda, nem por se
cuidar: os outros o são,
até o objeto inanimado. O outro programa instalado diz: faça
o que você fizer ou quiser, e sempre encontrará alguém =
ou
algo em quem colocar a culpa! Um outro diz: não preciso aprender=
a
lidar com aquilo que vem a mim: a minha frustração sempre
será resolvida por outros!
É=
essa
criança que está em cada um de nós, e é ela que=
, se
não tivermos muito cuidado, residirá na mente e
coração daqueles que amamos, daqueles sobre os quais temos a
responsabilidade, não de atribuir a outros a sua felicidade e bem es=
tar,
mas de preparar para a vida, de ensinar a semear e colher qualidade nos
relacionamentos, sucesso na sua missão pessoal, a prática de =
valores
positivos e o desenvolvimento de uma visão que possa fazer verdadeira
diferença no mundo!
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