MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01C796F9.7E6C2C30" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Microsoft Internet Explorer. ------=_NextPart_01C796F9.7E6C2C30 Content-Location: file:///C:/3643C8E1/Maeeufuibaixadoda.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii" _ MAMÃE, EU FUI BAIXADO DA INTERNET

_ MÂE, EU FUI BAIXADO DA INTERNET?

Por Renilda Ouro

Publicado no RH.com

 

Uma determinada matéria que= li numa revista distribuída num vôo interno num país da Europa, chamou a minha atenção. Dizia mais ou menos assim: as crianças que estão crescendo nesta era de jogos eletrônicos, à la joystick, e fazendo uso, desde cedo, dos telefones celulares, estão sofrendo alteraçõ= es no formato e na destreza dos dedos.

A matéria falava da nova utilização que o dedo polegar tem tido, antes atribuíd= a ao dedo indicador, que o está tornando mais musculoso, com mais habilid= ade e destreza, em quem cresce usando instrumentos portáteis, onde os polegares são usados para enviar mensagens de textos por telefones e outros.

Os pesquisadores da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, a partir de dados recolhidos em amostras n= as maiores cidades do mundo, dentre as quais os centros urbanos de Londres, Pequim, Chicago e Tóquio, prevêem que alterações físicas estão na mira celular, mas na concepção original da palavra: as células orgâni= cas preparam-se para modificações anatômicas que, na história da humanidade, levavam gerações e mais gerações para ocorrer.

Esse fato ratifica, principalmente no mundo ocidental, as mudanças radicais ocorridas, a partir das quais, em quase uma década, o mundo se reorganizou. A comunicação pode oco= rrer em tempo real, ligando qualquer ser do planeta. Fronteiras geográfic= as foram superadas; as sócio-culturais tendem a arrefecer seus limítrofes, e cada vez mais torna-se possível a compreensão das diferenças, que não mais bloqueiam as trocas, o fazer negócios, o admitir a cooperação, embo= ra a competição ainda seja, e talvez por muito tempo, a linha mest= ra da divisão do trabalho, da formatação do mundo empresarial.

No século XXI não é novidade a convivência com hardwares ultra portáteis, de dimensões mínimas; softwares facilitadores da vida, até a inusitada pergunta feita por uma criança aos seus pais: “_ Mãe= , eu fui baixado da Internet?”

E - PLANET, O MUNDO SELF-SERVICE

Não é tão inusitado também nos imaginarmos entrando em um restaurante por uma porta-scanner, como essas detectoras de objetos, em aeroportos e bancos. Ao cruzá-la, o estabelecimento disponibilizaria um cardápio sugestivo, com base na leitura vitamínica e mineral feita, naquele momento, do nosso organi= smo: nosso cardápio do dia, ao molho cibernético.

Mas como o que me inspira é o mundo da gestão empresarial, e é para ele que correm meus pensamentos toda vez que me deparo com algo inusitado: busco as conexões. No mundo das organizações, não há quem não fique atordoado com a avalanche de possibilidades, de informações, = e de tarefas a serem cumpridas, agendadas, cada vez mais, sem que o homem tenha feito a mágica de também esticar o tempo. <= /p>

Pelo contrário, a impressão é de que no mundo da velocidade, o tempo é cada vez menor.  Adentramos a era dos chips com resquícios do mundo mecânico, sem resolver questões herdadas e criando outras que se acumulam, pois, apesar do progresso obtido, suas conseqüências não podem ser “louvadas”, e suas seqüelas exigem o repensar da atividade humana, na busca de maior inserção, de uma sociedade mais digna, para todos. Afinal, quem terá direito a um cardápio cibernético?   

Hoje já não há limitação p= ara o uso de ferramentas que facilitem a gestão, que aprimorem os proces= sos, que disponibilizem informações à tomada de decis&atild= e;o. Excluindo-se soluções relativas à aplicaç&atild= e;o de algo como biosfera sintética, ainda longe das possibilidades tecnológicas desenvolvidas pelo homem, e necessária se ele não assumir a sua insignificância diante da natureza, no mais, faz-se e pode-se tudo. Do mundo “self-service”, à= era dos clones, tudo em nome da melhor qualidade de vida da humanidade.

E – SCOLHAS, O MUND= O QUE CONSTRUíMOS

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E qual o papel das organizações nisso tudo? Tal= vez seja contribuir como parte de um todo que apresenta diversidade, demanda o cultivo de relações e aceitação de diferenças, motivando para a convergência de missões pessoais, empresariais e comunitárias, sempre na busca do cresciment= o do país, da sociedade planetária como um todo. Valorizar metas de longo prazo torna-se fundamental, e com certeza significará a motivação de dirigentes: deixar sua marca no futuro, um legad= o de valor em termos de melhoria da vida no planeta. No mundo self-service, tudo= passa a ser uma questão de escolha. =  

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Assim, fazer acontecer é o grande desafio. Aplicar o conhecimento disponível em todas as ciências: exatas, humanas e sociais, passar do discurso para a prática, aproveitando todo o potencial hoje disponível, AGIR, REALIZAR, confrontar com severidade o desafio do crescimento. Afinal, qu= anto do conhecimento disponível, em todas as ciências, nós estamos efetivamente usando para isso?

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Bem, e Você, onde fica, como se vê? Acreditamos que na base d= isso tudo, construindo a plataforma que poderá fazer a diferença, = que poderá encontrar soluções coletivas, ampliando discussões, ações e resultados, não só n= os limites de sua atuação, mas para além de suas fronteir= as. E são essas, as suas escolhas, que farão a grande diferença no futuro.  &nb= sp;

 

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