A Perspectiva Consultoria Empresarial, Educação e Desenvolvimento tem por Missão "Transformar Organizações para Melhoria da Performance do Negócio e Construção de Uma Sociedade Mais Digna".
Essa missão parte do princípio que gerar riqueza é fundamental, e somente empresas sadias são capazes de fazê-lo, e então compartilhá-la, de forma a que essa riqueza venha a ser um elemento multiplicador da melhoria da qualidade de vida dos seus empregados, seus parceiros, outros contribuintes do negócio e, principalmente, a sociedade onde atua. Qualidade de vida e preservação do planeta, metas que podem construir, passo a passo, uma sociedade mais digna. É uma questão de escolha, e pessoal.
Contribuir, oferecendo ao mercado serviços que agreguem valor integral, ou seja, não só à melhoria da performance das empresas mas à busca da dignidade humana, nos faz atuar em diversos campos, como este site pode sinalizar.
Acreditando que cada um de nós é capaz de mudar o mundo para melhor, agindo de acordo com suas crenças, se estas estiverem alinhadas à construção de uma sociedade mais digna, com certeza poderemos vislumbrar novos caminhos, em primeiro plano, e depois novos resultados, que nos farão orgulhosos pelo exercício da cidadania e pela nossa contribuição enquanto ser social.
Podemos garantir que somos capazes de mudar o destino das gerações que estão por vir, desde que sejamos capazes de multiplicar valores essenciais, inicialmente no nosso lar, passando-os aos nossos filhos; depois a amigos com quem convivemos e com quem compartilhamos momentos de reflexão e tristeza, gerados pela miséria que está diante de nós, e já faz, infelizmente, parte do nosso cotidiano.
Não dá para ser feliz enquanto tantos seres humanos vivem à margem de processos de produção e consumo, e direitos que não dão conta de todos! Não dá para ser feliz no isolamento ao qual cada ser humano se obriga para parecer apático às situações com as quais se defronta. Não dá para ser feliz assistindo às guerras que ainda existem no mundo, em todos os níveis e de todas as naturezas, às vésperas do terceiro milênio! O homem precisa aprender muito mais sobre si mesmo!
Passamos então a falar não mais de dignidade, mas de felicidade. Será que o homem foi colocado no mundo para exercer uma felicidade herdada do divino, e atribuída a alguns escolhidos? Ou será que cabe ao homem construir essa tal felicidade? E sob que condições? E para quem? Será que conseguimos pelo menos visualizar uma sociedade ideal? Como seria ela?
É verdade que é um desafio grande incorporar algo novo à essência da nossa vida, à nossa missão pessoal. Escolhemos porque escolhemos, e só isso. Decidir por algo que poderá não nos trazer nada a mais do que a simples satisfação de estarmos realizando tarefas para a coletividade pode ser muito pouco para alguns, mas muito para outros, que esperam uma oportunidade, ou que estão no tempo de despertar para o potencial de servir que existe dentro de cada um de nós.
"Oportunidade, O Maior dos Bens", é uma das nossas crenças. E é em função disso que transcrevemos abaixo algumas questões discutidas no último dia 24 de Abril, Sábado, na Amana-Key, no grupo Estratégia de País, coordenado pelo Oscar Motomura, que tem por objetivo maior repensar o Brasil. Abaixo encontra-se ainda uma parte de um texto do Oscar, falando sobre Escolhas.
O Estratégia de País é um grupo de voluntários que acredita que as nossas escolhas podem mudar o mundo. Se você se sentir atraído a participar com idéias, ou de outra maneira, envie um e-mail para nós, em perspectiva@perspectivas.com.br. E você poderá contribuir para a construção de uma sociedade mais digna.
BOA SORTE NO JOGO DA VIDA!
Renilda
- Questões discutidas:
- Estratégias para assegurar o básico para todos (moradia, alimentação, vestuário, educação, segurança, dignidade)?
- Resgatar uma Identidade Brasil, o que você acha?
- Desenvolver Princípios que são Guias para tudo?
- Matching pessoas e ativos Correção rápida das desigualdades?
- Estratégias para gerar "surplus", tendo por base vocações do País para a contribuição global?
- Elevar o nível de consciência de toda a população?
- Motivar 170 milhões de pessoas?
- Criar soluções inovadoras no País como um todo (todos criando)
- Mobilizar força voluntária e da solidariedade de todos?
- Catalizar força empreendedora?
- Desenvolver estratégias para criar conhecimentos necessários para viabilizar outras estratégias?
- Capitalizar todos os ativos do País?
- Zerar dívida interna? Inovando em quê?
- Descentralizar a gestão?
- Inovar os papéis do "núcleo federal"?
- Ação das comunidades no contexto mundial?
- Tudo no país acontecendo com alta eficácia?
- Aproveitar "resíduos" visando desperdício zero?
- Estratégia para uma infra-estrutura coerente?
- Adequar imediatamente o "conteúdos da educação" educação de base-universidade-necessidades
- Novo scorecard para medir a evolução do País?
- Mecanismos inovadores para assegurar cumprimento das leis?
- Estratégia de investimentos de longo prazo?
O futuro do Brasil e as nossas escolhas
(parte de texto do Oscar Motomura você pode ter acesso ao texto integral na página www.amana-key.com.br, através do nosso site www.perspectivas.com.br , no tópico Leituras, item Desenvolvimento Sustentável, ou na Revista Exame edição 685 de 7 de Abril de1999.
"Neste ponto de nossa história, temos muita experiência com crises. Não me refiro só ao Brasil, mas à humanidade como um todo. Podemos imaginar crise maior do que uma guerra mundial? Não obstante as crises, a vida continua. A vida vai achando seus meandros. Ela quer acontecer. É como se fosse um grande jogo. O mais genial de todos os jogos. Mas não é o jogo da Economia, como muitos parecem acreditar. É um jogo muito mais amplo e complexo. Com regras que, na verdade, ninguém conhece. Talvez até alguns descubram. Mas não conseguem convencer os outros jogadores de que o que descobriram seja a base do jogo. É um jogo inexorável. Porque você não consegue deixar de jogar. Ficar parado também é uma jogada. E todas as jogadas têm conseqüências. Algumas instantâneas. Outras de longo, muito longo prazo, afetando muitas gerações.
O jogo parece estar se sofisticando. Está ficando cada vez mais complexo. E as jogadas estão ficando cada vez mais coletivas. As conseqüências idem. Até parece outro jogo. Um jogo muito diferente do que vínhamos jogando, embora sem entender todas as regras. Jogávamos com o que achávamos eram as "regras locais". Mas o novo jogo parece ser também global. Mais e mais vemos que, na medida em que nos conectamos uns aos outros, dependemos mais uns dos outros.
Nesse novo contexto, continuamos a fazer escolhas. Diariamente. São sempre escolhas pessoais. Sim ou não? Deixo para depois? Vou mais fundo ou "toco" assim mesmo? Penso em mim ou em todos? E assim vai, em todas as searas de nossas vidas, seja no âmbito pessoal ou profissional, ou mesmo no âmbito político, enquanto cidadãos.
São sempre decisões pessoais. Mesmo quando representamos coletividades, como presidente, como ministro, diretor do FMI etc. (É por isso que dou grande valor às relações face a face. O resultado sempre depende dos fatores humanos, da confiança que se estabelece, do que se sente nas entrelinhas e do posicionamento pessoal de cada um). Na fração de segundo, na qual finalmente nos posicionamos e afetamos a vida de milhões, a escolha é do indivíduo. É aquele instante em que escolhemos expressar quem somos. Alguns buscam sempre expressar o melhor de si. Outros, em níveis ainda baixos de consciência, escolhem manifestar o lado sombrio de quem são. Escolhem o lado da ganância, da rigidez, do medo, da fragmentação, do ser pequeno.
As conseqüências de nossas escolhas podem ser enormes conquistas para a humanidade. Ou podem ser crises. Guerras. Enormes retrocessos. Com "avanços e retrocessos" (nunca sabemos bem o que são) o jogo continua. Um jogo que se auto-recria continuamente (até em função de nossas jogadas). Nesse jogo, as crises parecem até ajudar. Nos fazem acordar. Da acomodação. Da passividade. Do torpor que o lado sombrio gera.
A crise não é só brasileira. É mundial. No jogo da vida, este parece ser mais um momento importante de nossa História. Nas jogadas feitas nos últimos anos, muitos buscaram expressar o melhor de si. Outros deixaram o lado sombrio escolher. As conseqüências estão surgindo. Algumas ainda vão emergir. Há ganhos a curto prazo que são grandes perdas a longo prazo. E vice-versa. Essa parece ser uma faceta fascinante deste extraordinário jogo da vida.
Nesse contexto, a questão-chave para todos nós não é o que o futuro reserva para o Brasil. É o Brasil que queremos construir a partir de nossas escolhas. Criticar ou agir? Isolar-se ou participar? Tirar vantagem ou ajudar? Ganhos materiais ou qualidade de vida? Pensar só em si ou deixar um legado positivo para as futuras gerações? Administrar a economia ou ajudar a construir um Brasil e uma sociedade mundial melhor para todos?
A propósito qual será a sua escolha no próximo movimento do jogo da vida?".