A empresa voltada para processos

por Michael Hammer HSM Management

Michael Hammer descreve, em entrevista exclusiva, como deve ser a organização do século XXI.

 

Se a reengenharia está caindo de moda, um novo conceito gerencial atrelado a ela vem subindo muito e com força: a organização orientada para processos. Quem lança esse novo paradigma empresarial é ninguém menos do que o "pai da reengenharia" Michael Hammer, para quem esse tipo de empresa é descendente direto da reengenharia. Ele tem a seu lado exemplos de companhias que vêm adotando o novo modelo com sucesso, como IBM e Texas Instruments, entre as mais conhecidas. Em entrevista exclusiva a HSM Management, Hammer explica o que é processo, o que é a nova organização e o papel de executivos e demais funcionários dentro dela, entre outros assuntos. Uma organização voltada para processos, diz o especialista, projeta e mensura cuidadosamente seus processos. Além disso, faz com que todos os funcionários os entendam e se responsabilizem por eles, criando o que Hammer chama de "propriedade de processo".

Michael Hammer talvez seja, neste final de século, o assunto - ou alvo preferido dos debates sobre management. Reconhecido mundialmente como "pai da reengenharia", um dos conceitos administrativos mais importantes da década de 90, teve uma venda de mais de 2 milhões de exemplares, em vários países, de seu livro Reengenharia -Revolucionando a Empresa (ed.Campus), escrito em parceria com James Champy.
Considerado um dos teóricos de maior destaque da área de administração de empresas pela revista Business Week, Hammer é hoje um dos conferencistas mais requisitados do mundo, sendo consultor de algumas das maiores corporações multinacionais, além do próprio governo dos Estados Unidos. Seu mais recente livro, Além da Reengenharia (ed. Campus), é visto por muitos como uma correção de rumo do anterior.
A primeira entrevista de Hammer para HSM Management foi publicada no número 2 (página 20). Nela, Hammer diz que a reengenharia continua tendo êxito e aponta alguns setores - a indústria automobilística, por exemplo - como prova. Em sua opinião, o sistema proposto por ele e Champy não fracassou de modo algum. O que houve, afirma ele, foram falhas das empresas que não souberam implantar o processo ou o entenderam apenas como downsizing.