MIME-Version: 1.0 Content-Type: multipart/related; boundary="----=_NextPart_01C7B3EB.1468D6D0" Este documento é uma Página da Web de Arquivo Único, também conhecido como Arquivo da Web. Se você estiver lendo esta mensagem, o seu navegador ou editor não oferecem suporte a Arquivos da Web. Baixe um navegador que ofereça suporte a Arquivos da Web, como o Microsoft Internet Explorer. ------=_NextPart_01C7B3EB.1468D6D0 Content-Location: file:///C:/32C390E5/entrevista-criatividade.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii" entrevista criatividade

ENTREVISTA DE RENILDA OURO À REVISTA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

=  

=  

1.  Fale da importância da criatividade e da capacidade de inovaç&atild= e;o para as pessoas.

 

R.  = Ser criativo significa fazer alguma coisa incomum, ou usando uma terminologia q= ue gosto, sair da “normose” (palavra que Roberto Crema, DA Fundação Holística,  gosta de usar), daquilo que é= ; tido como normal. E é tudo o que o mundo está precisando; é= a única maneira de chegar às transformações necessárias e exigidas para que o homem possa ampliar suas condi&cce= dil;ões de qualidade de vida e de busca de dignidade para todos. Imagino que todos nós diríamos que as atividades humanas têm que se organ= izar de maneira nova, diferente; ou se reorganizar, para que possamos buscar um mundo mais inclusivo, mais justo. Pensando nas organizações humanas, empresas e instituições, pode-se trazer à lembrança o porquê da sua existência, sejam elas públicas ou privadas: elas nasceram para atender a uma demanda socia= l, para cumprirem necessidades do homem; pergunta-se: elas  têm cumprido seu papel? A sociedade está devidamente atendida, considerando-se a humanidade co= mo um todo? A resposta de todos seria; _Não! Nesse ponto chegamos &agra= ve; importância da criatividade e da inovação: somente através delas poderemos romper o estado a que chegamos e partir para= a busca de novas soluções para a equação com a qu= al hoje nos deparamos. 

 

2.  Qual a relação entre criatividade e motivação, sobre= tudo no ambiente corporativo?

 

R. Desde que contribuem para a construção do novo, a relação entre criatividad= e, criação, motivação é muito estreita. Motivação: “aquilo que é motivo para a ação” , e nada mais significativo do que exatamente o q= ue constrói, pois está muito próximo de algo mais específico e o ser humano, por excelência, deseja marcar, dese= ja deixar um legado. Considere-se ainda que nesse caso a criatividade est&aacu= te; vinculada a um propósito, aquilo mesmo que gera uma açã= ;o. O que hoje se vê dentro de muitos ambientes corporativos é ain= da o peso das regras que inibem a criação, que bloqueiam a expansão do novo, que limitam as atividades empresariais “àquilo que todos fazem” de maneira igual (novamente a normose, a mesmice!).A cultura organizacional também exerce um papel fundamental, desde que poderá servir como estufa / incubadora para novas idéias ou servir como desestimuladora, onde qualquer nova idéia precocemente é descartada. É a cultura da resistência onde impera a = zona do conforto que acaba por levar uma organização à derr= ota. A história está cheia de casos que exemplificam esse fato. Va= le lembrar que o crescimento e a prosperidade das organizações somente se darão se elas conseguirem confrontar as suas ortodoxias (o que pode ser consciente ou não mas em ambos os casos o ambiente semp= re terá que ser favorável)! Hoje já existem muitas metodologias aplicadas para levar as organizações a confronta= rem suas ortodoxias e tomarem conhecimento, em tempo hábil, de algumas descontinuidades (aspectos, serviços ou produtos que ficarão obsoletos) por qual passarão seus negócios. O homem não pode pensar que encontrou um mundo pronto para ele! Muitos fizeram muito para que estejamos no estági= o de evolução que estamos, portanto, é nossa tarefa também criar, inovar. Não podemos ignorar nossa tarefa princi= pal: a construção,<= /i> mesmo que isso requeira enxergar o tempo numa outra dimensão, para além do nosso próprio tempo de vida (ou seja, por vezes o que faremos agora só terá impacto num futuro muito mais longo do = que a nossa condição humana poderá nos proporcionar).  

 

 

3.  Quando motivadas, as pessoas sempre estão prontas a contribuir com novas idéias e novas sugestões, mas às vezes as “Caixa= s de Sugestões” mantém-se vazias. Por que isso acontece?

 

R. Respondo a essa questão evocando o meu modelo de pensar a criatividade no seu sentido mais amplo. Caixa de Sugestão não é nada nem inovador nem criativo! Imagine= mos que eu tenha uma idéia sensacional, fantástica! Esse tipo de idéia nem cabe numa caixa de sugestão! Entendo-a como apta a receber sugestões, nem por isso criativas ou inovadoras. E se formos à sua origem, nos depararemos com a época em que a administração participativa esteve em voga e a partir da&iacu= te; a proliferação das Caixas de Sugestões aconteceu. Muit= as empresas as mantém como um canal de comunicação, mas somente isso. E não acredito que seja profícuo, até po= rque o verdadeiro sentido de comunicação é muito diferente daquele a que estamos acostumados.

 

4.  O ser humano destaca-se entre todos os animais pela suas habilidades de apren= der de criar, inventar e reinventar continuamente – inclusive no ambiente corporativo. Entretanto, todas as empresas têm normas e regras, e todo cargo tem sua discrição e funções que devem ser seguidas. Desta forma, é possível inovar mantendo-se dentro desses parâmetros? E mais. Como fazer isso de forma compartilhada, já que todo trabalho é executado em grupo?<= /b>

 

R. O ser humano se acostumou às regras; muitos de nós não sabemos agir se nos for dada liberdade tota= l, certo? O pior de tudo é que não só assumimos as regras= que já estão aí, que já se impõem, como acrescentamos outras que imaginamos existir como corolário daquelas = que já efetivamente existem! E isso nos tolhe enquanto seres criativos. = Se fizermos algumas passagens pela história da humanidade, nos deparare= mos com regras que nos estarrecem! Se refletirmos hoje em dia sobre os fatos que vivemos, perguntaremos: que regras são estas? Eis uma guerra a&iacut= e; que não nos deixa duvidar. Que regras ela cumpre, quais são as premissas que a sustentam? Por vezes, as regras que criamos para nós mesmos, estão em desacordo com as regras da vida, da natureza, as verdadeiras regras que deveriam ser seguidas. No âmbito das organizações, conciliar a necessidade de transformação com os procedimentos e hábitos empresari= ais hoje existentes é essencial, se quisermos construir empresas sustentáveis, em todos os sentidos. Não é possí= vel inovar se a mente está comprometida; esse é o grande inibidor. Há muitos casos de inovações em empresas com muitas regras, o fato é : como cada um de nós se percebe diante dela= s, como cada um de nós se imagina ou faz a leitura destas regras, pois = muitas vezes os limites são imaginários. Com relação a compartilhar, não há nada mais produtivo e sinérgico q= ue isso. Vale lembrar que  hoje e= m dia, não existem mais os grandes gênios criativos, e sim grupos, organizações, empresas, conexões. 

 

 

5.  Qualquer empresa fomenta nos seus colaboradores a prática do pensar, do exercício de contribuir para a melhoria do desenvolvimento das suas funções de maneira cada vez mais eficiente e com a menor incidência de erros. De certa forma, isso implica no questionamento d= e processos e procedimentos que, em muitos casos, são transmitidos como “verdades universais”, indiscutíveis, pois obedecem &agr= ave; uma hierarquia preestabelecida. Qual, então, deve ser a postura do profissional frente a esse desafio?

 

R. Insiro aqui o conceito de pensamento estratégico. Desenvolver o pensamento estratégico é fundamental para que se obtenha o conhecimento do significado de cada tarefa/atividade/projeto, = como isso se inclui no todo organizacional e como impacta nos resultados de negócio. Desafiar o corpo executivo e profissional a exercit= ar, a todo e qualquer momento,  a visão estratégica, é uma das formas de priorizar o que realmente agrega valor, adequando a questão da hierarquia ao ponto em que ela também agrega valor à empresa, e não ao ponto = em que ela subtrai, como acontece na maioria das organizações.  

 

6.  Existem infinitas formas de as pessoas exercerem sua criatividade. (Como diz o arti= go do Alexandre Gomes na Você S.A.), isso pode ser quando elas participa= m de reuniões, quando dão novas idéias ou aperfeiçoa= m as idéias de outros – mesmo que estes sejam seus superiores ou inferiores hierárquicos –, e quando conseguem “pararR= 21; para analisar o que fazem, por que fazem e como fazem. Como fazer tudo isso estimulando a participação dos demais colaboradores da empres= a e sem perder o foco nas metas e objetivos corporativos?=

 

R. Algo também que pode ser lembrado é que a criatividade pode e deve fazer parte do dia a dia, deixando = de residir como um aspecto relacionado à grandiosidade das idéia= s e passando a servir como um valor = a ser absorvido pessoal como profissionalmente, no cotidiano. Toda organização surge de uma idéia, de um sonho. Quanto ma= is compartilhado esse sonho for com os que querem colaborar, maiores as chance= s de sucesso do empreendimento. É a criatividade para desenvolver idéias, visualizar metas a alcançar, traçar estratégias e colocar tudo isso em ação. E essa é a própria essência do fazer a empresa existir, de ampliar as possibilidades de sucesso. Pode-se pensar cada tarefa/atividade/projeto den= tro dessa mesma moldura; é a maneira de não se perder o foco corporativo: visualizar o empreendimento e utilizar a criatividade como estratégia para fazer acontecer, garantindo a realizaçã= ;o pessoal, profissional e empresarial, de forma integrada.  

 

7. Por fim, para pode= rmos lhe apresentar na matéria, queira, por favor, informar sua função ou cargo atual, bem como os cargos anteriormente exerc= idos que mereçam ser mencionados.

 

R. Atualmente desenvolvo atividades no CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, pela Petrobras, onde também coordenei projetos de reestruturação organizacional e revisão do modelo de gestão. Atuo também em consultoria e desenvolvimento de execu= tivos, através da Perspectiva Educação Empresarial. Atualmente desenvolvo, pela Perspectiva, um programa denominado Projeto Jovens, que tem por objetivo ampliar as oportunidades oferecidas aos jovens, de forma a que eles possam, em tempo hábil, adquirir exatamente o hábito de&= nbsp; inovar, criar e transformar, a partir da visualização = de uma sociedade mais digna para todos e da formatação de um pro= jeto de vida que inclua a sua contribuição para tal. É um p= asso para a integração da educação formal às atividades a serem exercidas na vida adulta, buscando, em tempo hábi= l, criar modelos mentais que facilitem a construção de uma socie= dade mais sustentável.

------=_NextPart_01C7B3EB.1468D6D0 Content-Location: file:///C:/32C390E5/entrevista-criatividade_arquivos/image001.jpg Content-Transfer-Encoding: base64 Content-Type: image/jpeg /9j/4AAQSkZJRgABAQEASwBLAAD/4wMOTVNPIFBhbGV0dGUg+uzP++3R++7S++/W/O7S/O/S/PDV /PDY/PHV/e/S/e/W/fHZ/fLZ/fLc/fPc/vDV/vHW/vHZ/vLY/vLa/vLc/vPe/vTf/vXe/vXg/vXi /vbh/vbk/vfl/vjo//Pb//Xh+OrO+ezO+ezQ+ezS+e7V+urN+uvP+u3P+u3S+u3U+u3V+u/W++zN ++zP++zQ++zR++3P++3S++3T++7Q++7R++7T++7U++7V++/R++/T++/V++/Y+/DX+/Da+/HW+/Ha +/Hb+/Lc/OvO/O3O/O3Q/O3R/O7P/O7R/O7T/O7U/O7W/O/T/O/U/O/V/O/W/O/X/PDU/PDW/PDX /PDZ/PDa/PHU/PHW/PHY/PHZ/PHa/PHb/PHc/PLW/PLb/PPc/PPd/PPe/PTf/PTg/PTi/ezN/e3O /e3P/e3R/e7P/e7Q/e7R/e7S/e/O/e/Q/e/R/e/T/e/U/e/V/e/X/fDP/fDS/fDT/fDU/fDV/fDW /fDX/fDY/fDZ/fHT/fHU/fHV/fHW/fHX/fHY/fHa/fHb/fLV/fLX/fLY/fLa/fLb/fLd/fPZ/fPa /fPb/fPd/fPe/fTd/fXh/fXk/fbk/ffk/u/Q/u/S/u/U/u/V/vDS/vDT/vDU/vDW/vDX/vDY/vHT /vHU/vHV/vHX/vHY/vHa/vHb/vLV/vLW/vLX/vLZ/vLb/vLd/vPW/vPY/vPZ/vPa/vPb/vPc/vPd /vPf/vTZ/vTa/vTb/vTc/vTd/vTe/vTg/vTh/vXd/vXf/vXh/vXj/vbg/vbi/vbj/vfk/vfn/vjk /vjm/vnp/vnr//DT//HW//HY//LV//LX//LY//LZ//La//Lb//Lc//PW//PX//PY//PZ//Pa//Pc //Pd//Pe//TY//Ta//Tb//Tc//Td//Te//Tf//Tg//Th//Xb//Xc//Xd//Xe//Xf//Xg//Xi//Xj //be//bf//bg//bh//bi//bj//bk//bl//fh//fj//fk//fl//fm//fn//jm//jn//jo//jp//jq //nm//np/9sAQwALCAgKCAcLCgkKDQwLDREcEhEPDxEiGRoUHCkkKyooJCcnLTJANy0wPTAnJzhM OT1DRUhJSCs2T1VORlRAR0hF/9sAQwEMDQ0RDxEhEhIhRS4nLkVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVF RUVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVFRUVF/8AAEQgAgACAAwEiAAIRAQMRAf/EABgAAQEB AQEAAAAAAAAAAAAAAAEAAgMH/8QAIRAAAwACAgMBAQEBAAAAAAAAAAERITECQRJRcWGBkaH/xAAY AQEBAAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAQIDBP/EABgRAQEBAQEAAAAAAAAAAAAAAAARASEx/9oADAMBAAIR AxEAPwD1RtozXSdJHK3Gk+TmCGUDNYvomiz6AkqtlP0ksDM/oRpP2TyZbBci0ifsG8jyeARFatRK 6BZGoqKEOy0sAL40PBFfTBv6mXgGvErgGS2Yq1gGUyIDASHoUWIw10Hj6OnJqHOjQrhjYqWGU2mb bwBlkX9HCIoRpNf0yyTxoYiThPLwCybSQwY+ho24vpmZCpM1/wBMzMJYAXnAWaNM5vY0dE/IJWZ4 t02kXETWWEybgWCDOguTYTJIB+0TUz2L99BydAJk0gWXspGUK2aiCLYPkPBctlV0VuzMzgDbwsA1 bQX00tAYxTdMyPCIBT9jyMdmuPoUPETPxFYShfZjxzk0m6Tieyik2L2VwC5VaAFZBfHItt4QZgFG M/DOkHk6Bp+yseQoteWQJ8jCdZvirxjLwmhKM8kMxk00YSzGIFOKk0n9NzBlv0IKYDeEwTfZpKbI MitwZgkuxA6Bt/0ny/MisooxaTzk14rsmlNiAn+i+WIgewzYArZrIJNC1OwBPJJ4/RqsB8f8Azlv 8FOBHMCuiBwVB6J1pQCTZvaKJmeWGXwTVYGrUCAZ7ZnbyLYdgTo8emW1CeHgDVTJmF7NJvXZaKJ/ Sju8GeWBXJT9ILkuw8YTZeXoCaFYToI1KAuMzjka+7Mv8GikDqwuzaWBByWWdFEgiuhqGCSxTLb2 jfkjLWYi6LyXoL2XgTXonRN0koA7IJ4+sNI34g+OCwrK2dFg51p4NVwYa//Z ------=_NextPart_01C7B3EB.1468D6D0 Content-Location: file:///C:/32C390E5/entrevista-criatividade_arquivos/header.htm Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/html; charset="us-ascii"





 

 

 

------=_NextPart_01C7B3EB.1468D6D0 Content-Location: file:///C:/32C390E5/entrevista-criatividade_arquivos/filelist.xml Content-Transfer-Encoding: quoted-printable Content-Type: text/xml; charset="utf-8" ------=_NextPart_01C7B3EB.1468D6D0--