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As fusõ=
es
entre grandes empresas, tendência cada vez maior em uma economia
internacionalizada, é vista do prisma do impacto para o
funcionário, em uma entrevista com Renilda Ouro, profissional de=
&n=
bsp; Recursos
Humanos que acompanha esses processos.
&n=
bsp;  =
;
O IMP=
ACTO
DAS FUSÕES=
p>
1 - A sra. acha
possível criar uma terceira cultura em casos de fusão ou
é inevitável que a cultura da maior empresa se imponha? <=
/b>=
b>
R=
O -
Uma terceira cultura é sempre criada, pois os valores empresaria=
is
que compõem uma dada cultura sofrem impacto dos outros absorvido=
s;
é preciso desenvolver novas práticas, de forma a acomodar=
as
expectativas de comportamento humano, tanto gerencial como operacional.
Vale salientar que quando se fala de comportamento fala-se de valor. A =
utilização
de programas voltados a facilitar essas mudanças deve estar foca=
da
em "significado e consciência", que são as bases
para o desenvolvimento de novos valores; e é isso que gera a
mudança do comportamento, e não vice-versa. A maioria das
organizações vem adotando programas comportamentais, e el=
as
mesmas têm concluído que os programas não são
sustentáveis! É preciso criar sustentabilidade no process=
o e
nas possibilidades de realização das estratégias.<=
/span>=
p>
2 - Durante a
fusão, as demissões são inevitáveis. &Eacut=
e; possível
motivar os profissionais nesse ambiente de instabilidade? =
p>
R=
O -
Sim, desde que o processo seja claro, transparente, com objetivos
detalhados sobre a forma do que se quer alcançar em termos do
conjunto empresarial. A motivação se dá atrav&eacu=
te;s
dos propósitos e significados que aquela corporação
tem na visão daqueles que para ela contribuem, ou
contribuíram, e para a sociedade, apesar de este aspecto
apresentar-se muito sutilmente diante dos desafios das mudanças
empresariais e do impacto que isso traz para a vida das pessoas.
Estratégias adequadas, como um bom processo de gestão da
mudança, conduzido por especialistas; a aplicação =
do
coaching em equipes e até individualmente; a
elaboração de planos de ação com base em ga=
nhos
e resultados de curto prazo que sirvam de marcos para os passos seguint=
es;
etc. - muitas dessas ferramentas estão disponíveis e devem
ser plenamente utilizadas. Metas baseadas nas variáveis que cria=
m o
equilíbrio empresarial, dentro de modernos modelos de gest&atild=
e;o
de negócios, também são indispensáveis. =
p>
3=
-
Há, sempre, muito desgaste das pessoas durante processos de
fusão? Isso se reflete em casa? Acredita que seja possível
que as pessoas se acostumem a esses processos e, assim, minimizem seu
desgaste psicológico?
R=
O -
Com certeza. O ser humano, por mais que alguns "esbravejem" i=
sso,
não é um ser fragmentado; ele é um todo fís=
ico,
emocional, racional, espiritual, e tudo o que acontece em qualquer camp=
o da
sua vida tem reflexos no seu organismo, isto é, existe uma grande
tendência de que mudanças em quaisquer dos níveis
afetem os outros e alcancem o ambiente social/familiar. Hoje em dia
trabalhamos muito na preparação para essas mudança=
s, e
temos conseguido sucesso, pois aprender a lidar com o que a vida nos
dá é talvez o maior ganho que as pessoas podem adquirir no
decorrer das suas experiências. Não somos nós que
fazemos as regras da vida, portanto temos que nos preparar para lidar c=
om o
que nos vem, sob qualquer hipótese, em qualquer campo da vida
humana. É difícil, complexo, mas possível. Dessa f=
orma
estaremos construindo maiores possibilidades de melhoria na qualidade de
vida. Os desgastes psicológicos podem ser minimizados, desde que=
as
pessoas estejam preparadas para entender que aquilo que não
está sob o seu controle não pode fazer com que elas perca=
m o
seu "próprio controle"!
4 -
A sra. avalia que, durante a fusão, há sinceridade na
transmissão de informações para os
funcionários? O tratamento é maduro?=
b>
R=
O -
Ainda temos muito que caminhar. Entendo que a maturidade deve estar mui=
to mais
presente em todos os relacionamentos humanos, maturidade no sentido de =
se
vislumbrar o futuro e o melhor caminho para alcançá-lo, t=
anto
no nível de empresas como de toda organização huma=
na.
Dessa forma, traremos honestidade aos processos, e todos terão
oportunidade de dar a sua contribuição construtiva,
participando com o seu quinhão na construção do seu
pedacinho de mundo. Acho que um pouco de filosofia faz muita falta nas
discussões empresariais, nas discussões políticas
internacionais, nas discussões do modelo econômico-social
vigente e até no modelo mental que sustenta a nossa sociedade.
Estamos hoje vivendo num mundo em que não se sabe onde se quer
chegar, nem como. Há que se repensar toda a
organização do planeta, em termos de o que se quer e para
onde se está levando a humanidade. Queremos que a vida seja menos
árdua e mais agradável; queremos ser capazes de pensar
novamente como organizar as atividades humanas. Será que jogamos=
o
jogo da vida com regras que não são dela?
S=
ão
questões essenciais para os fóruns de discussão das
organizações humanas, ou deveriam ser. As
organizações são também sistemas vivos e, se
conseguirmos desenvolver uma prática empresarial fundamentada em=
ações
com intenções e valores mais nobres, todos os desafios
poderiam ser tratados de forma a que a vida se mantenha e prospere cada=
vez
mais, contribuindo para a melhoria da performance nos negócios e=
a
construção de uma sociedade mais digna, para todos.=
p>
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